Nas muitas andanças por este mundo afora sempre me senti como o mais importante, o mais agradável, o superior.
Conheci tanta gente, das mais belas as mais feias, sim, gente de todo jeito, de toda raça. Não quiz deixar nada pra ninguém, nem tenho esta satisfação. Domei cavalos bravos e até quase me feri com um deles. Sempre, sempre com muita gente ... Com tanta gente estive e achava que ja sabia tudo, tinha tudo. Dinheiro não me faltou, nem mulheres, vida fácil, comida boa. Mas acontece que a gente acha que basta isto, os outros que se virem, vão trabalhar vagabundos, é o que a gente diz. E era o que eu dizia. Fui levado embora no dia primeiro de novembro, estava viajando, ia de carro pra outra cidade, estava atrás de negócios, venda de animais. E na estrada me envolvi em um acidente com mais outros carros. Só consegui ouvir o choro de criança e havia uma mulher também. Vi pessoas se aproximarem do carro. Não conseguia me mexer, estava imobilizado, minhas pernas não movimentavam, queria sair do carro e não conseguia. Vi muitos rostos se aproximarem e nada fazer. Depois adormeci. O tempo nem sei quanto me desligou de tudo. Vim pra um lugar de muita aflição onde minhas penas, minhas faltas são mostradas constantemente. Hoje estou em processo de recuperação em um lar muito bondoso. Consegui permissão pra estar aqui, porque sei o quanto poderia ajudar minhas palavras. Por favor, preciso dizer pras pessoas que teimam em viver como vivi, que dinheiro não é nada, achamos que dinheiro é o Deus de nossas vidas e não é. Todos sorriem e bebem com você, porque você lhes paga a bebida, porque você parece importante pelo dinheiro. Não estão do teu lado porque te amam. Os que te amam, te amam na miséria, o dinheiro não importa. Que que eu fiz, eu vivo na angústia de ter vivdo sem fazer nada. E achava que era o mais importante. Diz pras pessoas pararem de correr, de viver deste jeito. O sofrimento não vale a pena.
segunda-feira, 1 de junho de 2009
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